Das escolhas

[Trechos do livro Quando Nietzsche chorou, Irvin D. Yalom]

“Imagine esta experiência imaginária! E se algum demônio dissesse para você que esta vida, conforme a vive agora e a viveu no passado, terá que ser vivida novamente e inumeráveis outras vezes; ela não terá nada de novo, mas cada dor e cada alegria e tudo de inefavelmente pequeno ou grande em sua vida retornará para você, tudo na mesma sucessão e seqüência? Imagine a eterna ampulheta da existência virada de cabeça para baixo novamente e novamente e novamente.
Considere as implicações do eterno retorno para sua vida; não abstratamente, mas agora, hoje, no sentido mais concreto! O eterno retorno significa que, cada vez que você escolhe uma ação, deve estar disposto a escolhê-la por toda a eternidade. O mesmo se dá com cada ação não realizada, cada pensamento natimorto, cada escolha evitada. Toda a vida não vivida ficará latejando dentro de você, invivida por toda a eternidade. A voz ignorada de sua consciência continuará chamando para sempre…. a vida jamais deveria ser modificada ou esmagada devido à promessa de outro tipo de vida futura. O imortal é esta vida, este momento. Não existe uma vida após a morte, uma meta para a qual esta vida aponta, um tribunal ou julgamento apocalíptico. Este momento existe para sempre e você sozinho é a pláteia sua”.

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